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O reencontro com o destino: o jejum de 41 anos e a geração que colocou o E.C. Taubaté no topo em 1985

moaectaubate
há 40 minutos
5 min de leitura

Enquanto o Sub-20 atual se prepara para a fase final do Paulista, vamos fazer uma viagem no tempo para homenagear a última geração da base a conquistar o estado, há 41 anos.


No próximo sábado, dia 10, a equipe Sub20 do Esporte Clube Taubaté entra em campo para começar a decidir o título do Paulista contra o Comercial de Tietê.


Mais do que a busca por uma taça, os meninos de hoje carregam nos pés a chance de repetir um feito que a cidade não vê há mais de quatro décadas. O acesso à elite já está garantido devido a vantagem do Burrinho nas duas partida da  fase semifinal diante do Rio Branco de Americana (0X0 e 3X2), mas o topo do estado é um privilégio reservado a poucos.


A última vez que o Burro da Central soltou esse grito foi em 1985, uma época em que os registros da imprensa para a base eram escassos e as fotos eram raras.

Se o tempo e a falta de rolos de filme tentaram apagar aquela conquista, a memória de quem viveu e a força das amizades que nasceram ali não deixaram.


Hoje, resgatamos dos arquivos os nomes, os gols e a campanha irretocável daqueles garotos que, há 41 anos, pintaram o estado de azul e branco.

foto: José Diniz Jr - Acervo: Moacir dos Santos

Uma campanha de almanaque

Para quem olha de longe, o título de 1985 pode parecer um raio em céu azul, mas foi o fruto de um elenco cirúrgico. Sob o comando inicial do técnico Piorra que, de tão competente acabou promovido para o time profissional durante a competição. O grupo passou a ser liderado pelo professor José Tadeu Ramos, preparador físico que assumiu a prancheta com maestria, passando a preparação física da equipe para o prof. André Luiz Manz.


Sob a batuta de José Diniz Junior, diretor das categorias de base, a presidência de Reinaldo Carneiro Bastos, os diretores de futebol, Alberto Nogueira da Silva e Carlos Garcia, o E.C. Taubaté construiu uma campanha avassaladora: 12 vitórias, 1 empates e apenas 1 derrota.


Na retaguarda, os trabalhos contavam ainda com o administrador Joaquim Moreira, o Moreirinha, José Flávio Mathias Bueno, que cuidava com carinho da parte odontologia da garotada, João Batista, massagista, seu Tião, o eterno roupeiro, garantia que a armadura do Burro estivesse sempre pronta para a batalha, João Moreira da Silva o Moringueira, competente olheiro que descobriu inúmeros craques na região e Rubens Amadei o Croco.

 

As finais: o Kisuco em casa e o show de Gugo fora

A grande decisão contra o Araçatuba foi dividida em dois capítulos épicos. No primeiro jogo, no Joaquinzão, o Taubaté carimbou a vantagem mínima: 1 a 0, gol memorável de Norival Kisuco, após cruzamento de Edinho.


A viagem para Araçatuba prometia ser uma pressão sem tamanho, e o cenário se desenhou dramático quando o adversário marcou, com Maradona de pênalti. Mas aquela geração jogava com o coração na ponta da chuteira.

O E.C. Taubaté buscou o resultado e, de virada sacramentou o título com uma vitória maiúscula, 3 a 1.


O homem do jogo saiu do banco de reservas. Gugo entrou no segundo tempo, incendiou a partida e balançou as redes duas vezes. O gol que fechou o caixão e coroou o campeonato veio dos pés de Reynaldo, depois de uma bela jogada do Norival Kisuco.


O atacante Toninho foi o grande artilheiro daquela campanha mágica com 12 gols anotados. 

Os donos da história

As fotos daquele dia podem ser raras, mas a escalação titular que entrou para a eternidade do clube está gravada na história:


Equipe considerada titular: Marcelo, Edinho, Carlão, Amaury Migoto e Edsinho; Wanderley, Odair e Magia; Golias, Toninho e Norival Kisuco.


Uma grande equipe não se faz apenas com onze, e a força daquele vestiário vinha de um elenco unido e cascudo, que contava ainda com: Carlos Fera, Ratinho, Careca, Jorge Rã, Peninha, Silvinho, Pimenta, Zenon, Bino, Marcão, Bezerra, prontos para dar a vida pelas cores de Taubaté.


Da decisão não existem imagens do jogo, mas quero registrar que o diretor José Diniz Junior fez uma foto desse time, momento antes do início do jogo de recebimento das faixas, realizado no estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi em São Paulo, quando o campeão E.C. Taubaté realizou a preliminar (Taubaté 1x1 Guapyra) do jogo São Paulo X Portuguesa, decisão do campeonato Paulista de 1985 que o São Paulo sagrou- se campeão. Isso mostra o tamanho e o prestígio que a conquista do Sub-20 do Taubaté teve na época.

Essa foto é uma relíquia histórica espetacular!


Esse título, credenciou o E.C. Taubaté em 1986 a participar pela primeira vez, da Copa São Paulo de Futebol Junior, na época denominada Taça São Paulo de Futebol Junior.

Hoje, muitos desses heróis de 85 são amigos de caminhada, rostos conhecidos que guardam no peito o orgulho de terem sido reis de São Paulo defendendo as cores do E.C. Taubaté. Todo ano o grupo se encontra em Taubaté, onde rola churrasco e alegria e muita resenha


Detalhes de bastidores  

Essa geração, defendendo o E.C. Taubaté na equipe júnior, foi ainda. bicampeã dos Jogos Regionais realizados em Taubaté e Cruzeiro e nos Jogo Aberto em Santo André.


Um dos grandes colaboradores do Departamento de Futebol do EC Taubaté nos anos 80, foi Alberto Nogueira da Silva, diretor da empresa de ônibus Tursan. Nessa viagem até Araçatuba o motorista do ônibus, coincidentemente foi o pai do atleta Reynaldo, autor do terceiro gol na vitória. Imaginem a felicidade do motorista durante toda a longa viagem de retorno à Taubaté, trazendo os campões e ainda, seu filho autor de um dos gols na vitória.

 

Registramos ainda que, a véspera do importante jogo,  a delegação do EC Taubaté se hospedou na cidade de Birigui ( 20 km de Araçatuba). O presidente do Birigui à época era Silvio Passarelli, primo do Edson Passarelli que também foi um grande colaborador do EC Taubaté. Em função desse grau de parentesco, a equipe realizou treino recreativo no estádio de Birigui, à véspera do jogo decisivo.

 

Agora é a vez da equipe de 2026

Que os meninos do Sub-20 de agora olhem para o retrovisor, inspirem-se na entrega de 1985 e saibam que, além de um importante título, eles têm a chance de escrever seus nomes na parede da eternidade do Joaquinzão.


Parabéns aos eternos campeões de 1985. Parabéns aos atletas, comissão técnica, diretoria do Sub20 de 2026 que, após uma brilhante campanha busca o título de campeão, se juntando a conquista de 85.


Moacir dos Santos

a seguir publicamos algumas fotos do ultimo encontro dessa gerção campeão, encontro esse que se repete todos os anos.


Moacir dos Santos, Éder Taino, Vicente Secchi e Carlão.
Moacir dos Santos, Éder Taino, Vicente Secchi e Carlão.
Marcelo Martelotti, Golias,  Carlão,  Edinho e Éder Taino
Marcelo Martelotti, Golias, Carlão, Edinho e Éder Taino
Sidney, Edissinho, Nivaldo Kisuco e Golias
Sidney, Edissinho, Nivaldo Kisuco e Golias

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MOA

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por Moacir Santos

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