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Uma Saudade Chamada Alberto Simões

  • moaectaubate
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

Dez Anos Sem o Mestre

Hoje o cronômetro da vida marca exatos dez anos desde que Alberto Simões nos deixou. Para muitos, ele foi a voz inconfundível do rádio AM de São José dos Campos, (onde criou o programa "Parada dos Esportes" no ar até os dias de hoje) e o historiador rigoroso; para mim, ele foi muito mais: foi o mestre que me ensinou a ler o jogo e a escrever a história.

Nossa jornada começou em 1978, nas redações do jornal O Vale Paraibano. Enquanto ele editava o esporte com maestria, eu tinha a responsabilidade de levar as notícias do meu EC Taubaté para as suas mãos. Ali, entre o fechamento de uma edição e outra, aprendi que o jornalismo esportivo exige tanto paixão quanto precisão — lição que ele carregava no DNA, unindo a formação de professor de História ao faro do jornalista, narrador, repórter.

Em 2012, tivemos a honra de eternizar essa parceria em papel. Juntos, escrevemos sobre a maior rivalidade da nossa região: o "Clássico do Vale" entre o São José EC e o EC Taubaté. Naquele livro, Alberto não apenas narrou fatos, mas ensinou que a rivalidade, quando contada com respeito e propriedade, é o que mantém vivo o folclore do nosso futebol.

Uma década se passou, mas o eco de suas narrações e a clareza de seus textos continuam sendo referência para quem respira o esporte no Vale do Paraíba. Fica aqui o meu "muito obrigado" ao mestre, ao colega de redação e ao amigo. Alberto Simões partiu, mas sua história e a que ele me ajudou a escrever, permanece viva.

Com ele na noite do lançamento do livro A Hostória de uma Rivalidade.

Foto do meu saudoso filho Gustavo Carvalho dos Santos


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MOA

TAUBATÉ

por Moacir Santos

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